Roda do Ano

Yule

Samhain Imbolc



Mabon Ostara



Lammas Beltane

Litha

Nosso calendário de rituais inclui os Sabbats, celebrações antigas representando a Roda do Ano. Essas cerimônias marcavam datas importantes dos calendários agrícolas dos povos europeus (como as festas de plantio e colheita), além dos solstícios e equinócios, baseados no movimento do Sol e da Terra ao longo do ano.

A Roda do Ano traz o significado simbólico da polaridade, com seus pólos complementares integrados na totalidade da criação. O ano de 12 meses é dividido em duas faces, uma clara e outra escura, reproduzindo a dualidade entre luz e sombra; vida e morte.

Para celebrar os Sabbats, seguimos o calendário celta dos Festivais Solares e de Fogo do hemisfério norte, por acreditarmos na magia da egrégora ancestral. Nesta tradição a Deusa e o Deus representam os princípios geradores da vida como Mãe e Pai; yin e yang; Lua e Sol; feminino e masculino.

Muitas festas religiosas de nossa cultura contemporânea tiveram origem na Roda do Ano, representada por um círculo de oito raios.

Samhain ou Hallows
31 de outubro

Considerado o ano novo celta, simboliza o fim de um ciclo e início de outro, e é um dos três festivais de colheita que marca a aproximação do inverno no hemisfério norte, quando a vegetação entra em declínio e a luz solar diminui. Como reflexo da Natureza, os povos antigos reverenciavam os mistérios da vida e da morte e homenageavam os ancestrais. Essa data originou o Dia de Finados e depois foi transformada na Festa das Bruxas ou Halloween. No Samhain, celebramos a Deusa na sua face escura, como anciã e Senhora da Morte, e resgatamos o contato com ancestrais e antepassados, podendo também transmutar aspectos escuros de nossa vida.

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Yule ou Alban Arthuan
Em torno de 21 de dezembro

No solstício de inverno no hemisfério norte comemora-se o renascimento do Sol do ventre escuro da Mãe Terra. Era a noite mais longa do ano e o prenúncio de que a luz e a esperança deviam ser renovadas. É uma data propícia para realizar rituais de fertilidade para a cura da terra, para a concretização de projetos. O fogo é um importante símbolo da celebração do Yule, representando a luz solar ativando a energia vital e os planos para o futuro. As festas de Natal, não por acaso, acontecem neste período.

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Imbolc, Candlemas ou Oimelc
02 de fevereiro

É uma data para despertar a criatividade, realizar iniciações ou começar novas atividades e projetos. No calendário cristão foi adaptada como Candelária, a festa de purificação de Maria. Imbolc é o Festival de Fogo dedicado à Deusa Brighid, a deusa tríplice celta das fontes sagradas e da cura; da inspiração e das artes; da sabedoria e da magia. Os povos celtas celebravam esse Sabbat renovando o antigo e abrindo-se para o novo, removendo os resíduos do inverno e se preparando para as promessas de renovação da terra.

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Ostara, Eostar ou Alban Eilir
Em torno de 21 de março

O Equinócio de primavera no hemisfério norte (de outono no hemisfério sul) marca a entrada do Sol no signo de Áries e o início do Ano Novo zodiacal. É uma Celebração dedicada à deusa celta da primavera Ostara ou Eostre, simbolizando o renascimento e o desabrochar. Nas antigas tradições, neste dia, eram oferecidos à Deusa ovos coloridos colocados em ninhos de palha, considerados amuletos de proteção. Desta data originou-se a Páscoa e o costume de dar ovos de chocolate de presente.

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Beltane
30 de abril

No antigo calendário celta, celebrava-se o casamento sagrado da Deusa da Terra com o Deus da Vegetação, representando a união do Céu e da Terra, trazendo abundância e fertilidade. Nos rituais dos Fogos de Beltane, as pessoas - ainda hoje - enfeitam os cabelos com guirlandas e dançam, trançando fitas vermelhas e brancas em volta do Mastro de Maio, simbolizando a união do masculino e feminino. Na tradição nórdica este sabbat é chamado de Noite de Walpurgis. O período é propício para reavaliar internamente a harmonia entre as polaridades e realizar o "casamento sagrado" dentro de si.

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Litha ou Alban Heflin
Em torno de 21 de junho

No solstício de verão no hemisfério norte, comemora-se o dia mais longo do ano, o auge da luz solar, as promessas de fertilidade da Terra. O Deus e a Deusa estão plenos e o clima é de abundância, realização, mudança e beleza.

Depois do casamento simbólico em Beltane, vive-se o êxtase da união e a colheita está próxima. É o momento de fazer pedidos, com a certeza de que os desejos podem ser realizados com a força da natureza. Em Roma comemorava-se a Festa de Vestália; na Grécia o Dia dos Casais; no País de Gales a Festa de Epona; na Escandinávia Thing-Tide e A Dança do Sol dos nativos americanos.

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Lammas ou Lughnassadh
1º de agosto

Lammas em anglo-saxão significa "A Missa do Pão". Este antigo festival de colheita da tradição celta era também uma homenagem ao Deus solar Lugh e à sua mãe, Taiultu, a Deusa da Terra. É o momento de celebrar e agradecer nossa ligação com a natureza e com todos os seres da criação e avaliar o que plantamos e podemos colher nesta primeira metade do ano. Lammas é carregado de símbolos como a Roda Solar e a Mãe dos Grãos, feita de espigas e palhas de milho, enfeitada com fitas amarelas, laranjas, verdes ou marrom. Os colares mágicos, com grãos de milho, sementes de girassol ou pedaços de casca de laranja podem ser confeccionados em um momento meditativo para que se possa refletir sobre o resultado de nossa colheita.

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Mabon ou Alban Elfed
Em torno de 21 de setembro

Mabon é o festival de colheita dos frutos e recebeu este nome em homenagem ao Deus gaulês Mabon. Este equinócio coincide com a entrada do Sol no signo de Libra. A energia disponível é de equilíbrio e dias e noites têm a mesma duração. Na Grécia acontecia o festival do Deus do vinho Dionísio e os antigos ritos conhecidos como Mistérios de Eleusis para as Deusas Deméter e Perséfone, mãe e filha, quando se comemorava a interligação da vida com a morte refletida nas mudanças das estações.

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