01 DE JULHO
Celebração da deusa assíria Atargatis ou Dea Syria, a mãe da deusa Semiramis. Atargatis podia ser representada como uma deusa sereia, uma deusa golfinho, uma deusa da vegetação ou uma deusa celeste envolta por nuvens. Na Síria, era chamada de Tirgata e foi identificada, posteriormente, com Afrodite. Em seu templo em Der, na Babilônia, ela era denominada Derceto, “A Baleia de Der”, enquanto que em Harran acredita-se que seus peixes sagrados tinham poderes oraculares. Na Beócia, ela foi equiparada à Ártemis, sendo representada com um amuleto em forma de peixe sobre seus genitais.
O peixe é um símbolo universal da Grande Mãe, conhecido como Vesica Piscis e representando o yoni, órgão sexual feminino. Os hindus deram sinônimo de “cheiro de peixe” à deusa Yônica e um dos apelidos da deusa chinesa Kwan Yin era “a deusa peixe”. Na Grécia, “delphos” significava “peixe” e “ventre” e o oráculo original de Delphi pertencia a Themis, a deusa peixe ou golfinho, senhora do abismo primordial. O peixe era o alimento sagrado das deusas Salácia, Afrodite e Freya, comido nas sextas-feiras, dia de Vênus, muitos séculos antes das recomendações cristãs. O símbolo do peixe como representação do yoni da Deusa era tão arraigado na mente e nas celebrações dos povos que o cristianismo assumiu-o, após revisar e modificar seu significado. No início Jesus era representado dentro de uma Vesica Piscis sobreposta ao ventre de Maria, reproduzindo assim, os antigos símbolos das Deusas Mães. Um antigo hino medieval falava de “Jesus, o pequeno peixe que a Virgem pegou na fonte”. Vários nomes das deusas das águas – Mari, Marriti, Mehit e Mehitabel – eram representados por ideogramas significando mar, mãe e peixe.
Início da procissão ao monte Fujiyama, no Japão, celebrando a deusa do fogo Fuji, a padroeira do Japão. O Fujiyama é o monte mais alto do Japão, sendo considerado o ponto de contato entre o Céu e o Mundo Subterrâneo. É nele que mora Fuji, uma deusa ancestral, senhora do fogo vulcânico. Neste dia, Fuji é honrada com orações e queima de oferendas nas fogueiras, homenageando-a como a Avó do Japão.
No Nepal, comemora-se Naga Panchami, festival em honra à deusa-serpente Manasa Devi. Após colocarem oferendas nas tocas das cobras, as pessoas seguiam em procissão aos templos, carregando cobras vivas e colocando-as em altares enfeitados com imagens de najas.

*informações extraídas do livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.