1° DE DEZEMBRO
Festival Poseidea, na Grécia, honrando Poseidon e Anfitrite, as divindades do Mar.
Poseidon ou Netuno, para os romanos, era o deus dos mares, lagos e rios, o regente de todas as criaturas aquáticas e senhor dos terremotos e tempestades. Ele tinha duas esposas: uma mortal, Cleito, e uma imortal, Anfitrite. Embora descrita nos mitos gregos mais recentes como uma simples Nereide obrigada a se casar com Poseidon, Anfitrite era, na verdade, uma antiga deusa tríplice, pré-helênica, cujo nome significava “A Tríade toda abrangente”. Ela era a manifestação feminina dos oceanos, morando nas grutas submarinas repletas com suas jóias, de onde emergia para provocar ou acalmar as tempestades, direcionar as ondas ou cuidar dos peixes e mamíferos marinhos. Uma das manifestações de Anfitrite era a deusa grega da água, Halsodyne, e suas equivalentes romanas Salácia, a deusa da água salgada, e Venilia, a deusa do vento e do mar.
Dia dos seres elementais, nos países eslavos. Os povos eslavos acreditavam na existência de vários tipos de elementais ou o “Pequeno Povo”, como eram chamados nas tradições celtas. Os Domovoj eram os elfos caseiros; eles moravam atrás das lareiras nas casas que eles tinham adotado e eram extremamente leais às famílias que os abrigavam. Os Bannik viviam nos banheiros e gostavam de encontrar uma vasilha com água fresca colocada a seu dispor após o anoitecer. Os Vazila cuidavam dos cavalos e os Bagan, das cabras e das ovelhas. Já o Leshi era o Senhor das Florestas, cuidando de todos os animais, e podendo tornar-se malévolo e perigoso nos meses de verão. Os Poleviki, os elfos dos campos, viviam nos trigais e prejudicavam as colheitas se não recebessem agrados e respeito.
Homenagens celtas para as Senhoras Verdes, os elfos que moram nos carvalhos, teixos, salgueiros, freixos, pinheiros ou macieiras.
Dia dedicado a práticas oraculares na Europa, quando as jovens camponesas tentavam descobrir o nome de seus futuros maridos inscrevendo as iniciais dos candidatos em cebolas, colocando-as depois perto do fogão. O eleito seria aquele cuja cebola brotasse primeiro.
Celebração de Pallas Athena, na Grécia, e de Minerva, em Roma, a deusa da sabedoria e da justiça.

*informações extraídas do livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.