Celebração do Dia

22 DE OUTUBRO
Succoth, a antiga festa dos tabernáculos dos hebreus. Celebrava-se o fim da colheita do trigo e da uva e a chegada das chuvas, anunciando o início de um novo ciclo. Esse festival tem origem nas antigas celebrações assírias de Beilili, a deusa da Lua, da água, das fontes e dos salgueiros.
Conhecida também como o “Festival das Tendas”, essa cerimônia alegre comemorava a fuga do Egito. Durante os setes dias do festival, as pessoas se acomodavam em tendas feitas de galhos de palmeiras – lembrando os antigos hábitos e mandamentos canaanitos. Nos tempos antigos, faziam-se libações e oferendas com água retirada de uma antiga fonte dedicada à Shulamita, a deusa da fertilidade e da sabedoria. Nas Escrituras, essa deusa foi diminuída à condição de noiva do rei Salomão e a fonte passou a ser chamada de Fonte de Salomão. Durante o festival, as pessoas cantavam e dançavam, fazendo procissões com tochas ao cair da noite. No sétimo dia, as pessoas jejuavam, oravam e se purificavam com galhos de salgueiro, palmeira, limoeiro e mirra. No oitavo dia, as pessoas festejavam com muita alegria, sacudindo os galhos para as quatro direções e levando-os depois para os templos.
No Japão, festival do fogo Hi Matsuri, com procissões e tochas para os altares antigos das divindades. “Matsuri” são antigas cerimônias relacionadas à preparação, manutenção e colheita do arroz. Tradicionalmente, as Matsuri eram precedidas por ritos de purificação e abstinência, seguidas de oferendas de “mochi’, saquê e vegetais específicos, sem nenhum sacrifício de ser vivo. O elemento essencial das Matsuri era a comemoração comunitária, com todas as pessoas compartilhando das oferendas junto às divindades.

*informações extraídas do livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.